quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

   Que o novo ano nos traga oportunidades de ver o mundo com novas lentes. E se, com isso, pudermos ampliar nossa compreensão, certamente, 2011 será um ano muito feliz.
 Desejo que 2011  traga sabedoria.

TERÇA INSANA 2011 em 3D !!!


                                                     http://www.youtube.com/user/tercainsanaoficial#p/u/0/3M2xLgd37TA

Cláudia Wonder se mudou da Terra, foi morar em outro planeta.

                                  (escrito em 26 de novembro de 2010)

   Cláudia Wonder se mudou da Terra, foi morar em outro planeta, onde se reunirá com a velha turma: Jean Genet, Caio Fernando Abreu, Cazuza....

    Inteligente e cheia de atitude, Cláudia era atriz, escritora, colunista, cantora-compositora. Viveu lutando contra a caretice, a ignorância e a discriminação. Famosa entre os famosos e respeitada por sua militância pelos Direitos Humanos LGBT, seu trabalho obteve reconhecimento internacional.
   Estava feliz e realizada... O espetáculo de sua vida terminou no auge, CLÁUDIA partiu linda e digna, como sempre...
    Boa viagem minha querida amiga!!!!

   Abaixo copiei a crônica "Meu Amigo Cláudia" escrita por Caio Fernando Abreu. 

Meu amigo Cláudia

Maravilha, prodígio, espanto:
No palco e na vida, meu amigo Cláudia é bem assim:

Meu amigo Cláudia é uma das pessoas mais dignas que conheço. E aqui preciso deter-me um pouco para explicar o que significa, para mim, “digno” ou “dignidade”. Nem é tão complicado: dignidade acontece quando se é inteiro. Mas o que quer dizer ser “inteiro”? Talvez, quando se faz exatamente o que se quer fazer, do jeito que se quer fazer, da melhor maneira possível. A opinião alheia, então, torna-se detalhe desimportante. O que pode resultar – e geralmente resulta mesmo – numa enorme solidão. Dignidade é quando a solidão de ter escolhido ser, tão exatamente quanto possível, aquilo que se é dói muito menos do que ter escolhido a falsa não-solidão de ser o que não se é, apenas para não sofrer a rejeição tristíssima dos outros.

Bem, assim é meu amigo Cláudia. Eu não o/a conhecia pessoalmente. Ou melhor: conhecia do palco, onde Cláudia enlouquece cantando, falando e mostrando-se de uma maneira tão atrevidamente escancarada que fica linda, lindo. Só conversamos face a face, pela primeira vez, há três semanas. Parece não ter nada que ver, mas tem tudo: eu adoro Marina Lima. Há três anos, no Rio, conheci Sergio Luz, que atualmente dirige Marina. Éramos amigos de (Ah! Os bordados da vida...) Ana Cristina César, e foi através dela que cruzamos caminhos. Mas isso é outra história. Ou nem tanto. Há três semanas, Sergio me convidou para jantar com ele, Marina, Antonio Cicero e outras pessoas. Lógico que fui. E lá estava também Cláudia, no meio de uma mesa enorme. Não havia lugar para todo mundo. Sentamos numa mesa próxima. Pouco depois, Cláudia veio sentar-se conosco, porque havia um senhor na outra mesa – um senhor poderoso – que não parava de agredir Cláudia. Começamos a conversar. Acabamos no Madame Satã, onde raramente ou nunca, felizmente, existem senhores como aquele, agredindo pessoas como Cláudia. Por não existirem interferências assim no mundo particular do Satã, foi que Cláudia e eu, naquela noite, nos tornamos amigos.
Para aquele senhor, e para a maioria de todos os outros senhores do mundo, a presença de Cláudia deve representar a suprema transgressão, a mais perigosa das ameaças. Tanto que andam matando pessoas como Cláudia, na noite negra e luminosa de Sampa. É que meu amigo Cláudia incorporou, no cotidiano, a mais desafiadora das ambigüidades: ela (ou ele?) movimenta-se o tempo todo naquela fronteira sutilíssima entre o “macho” e a “fêmea”. Isso em uma sociedade em que principalmente o genital é que determina o papel que você vai assumir. Porque se você é homem, você tem de fazer isso e isso e isso – não aquilo. E se você é mulher, deve fazer aquilo e aquilo e aquilo – não isso.

Movendo-se entre isso e aquilo, meu amigo Cláudia conquista o direito interno/subjetivo de fazer isso e também aquilo. Mas perde o direito externo/objetivo de fazer nem isso nem aquilo. Tomamos vodca juntos na madrugada falando de solidão, essa grande amiga em comum de todos nós. Trocamos telefones, nos encontramos outra vez. Gosto tanto de seus olhos muito abertos, atentos a tudo, contemplando diretamente o mais de dentro de cada um.

Agora virei seu fã. Hoje, às 23h, Cláudia apresenta-se no Teatro do Bexiga. Se você quiser, também pode conhecer meu amigo Cláudia. A propósito, ela (ou ele – que importa, afinal, um ‘e’ ou ‘o’ ou ‘a’ no artigo ou pronome que precede o nome de uma pessoa?) autobatizou-se com o sobrenome Wonder, que em inglês quer dizer “milagre”, ou “prodígio”, ou ainda “maravilha”, “surpresa”, “espanto”. Todas essas sensações são justamente as que meu amigo Cláudia Wonder passa, no palco e na vida. E por tudo isso, me sinto muito orgulhoso de ser seu amigo.

    Caio Fernando Abreu                                   Caderno 2 - Estadão

sábado, 20 de novembro de 2010

Chico Buarque - Todo o Sentimento - Paris

Chico, nesta composição ilumina os caminhos e, generosamente, nos oferece um mapa do tesouro,.
É um mapa pessoal, é só uma sugestão de roteiro pra quem viaja esperando "ter a sorte de um amor tranquilo "



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Nada do que foi será




Mensagem de encerramento de ano aos executivos da IBM no mundo todo, veiculada a partir de 01/12/09.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A tragédia do estudante sério no Brasil

Não estou entendendo o enunciado.
Tô boiando. Tô bem perdida nesta matéria, sem indicação de bibliografia referenciada para pesquisa. Estou ficando bem burra.
Não entendo como é que certas ideias terríveis surgem na cabeça das pessoas. Por que essas pessoas deixam que tais ideias se instalem no seu pensamento? Aos poucos elas vão se acostumando com o horror de dentro delas, com o prazer sádico, assumem a mediocridade como ambiente de conforto social, passam a ter certeza de que quanto mais maldosas, invasivas e humilhantes forem as suas ideias mais engraçadas elas serão. Percebem que colocar as ideias em prática será uma puta diversão.

Aqui instala-se a barbárie como estilo, quanto maior for o grau de crueldade, de desrespeito das práticas de um grupo, maior é o valor, mais "bárbara" será a pessoa.

Quais são os conceitos de mundo instalados na cabeça de certos indivíduos? Qual a base, o ponto de partida, pra formação do seu caráter, dos seus critérios de certo e de errado, do seu senso de humor, dos seus gostos pessoais? O indivíduo em questão é um adulto, um estudante de curso superior na UNESP. Esse cara teve o privilégio de estudar desde a infância até a conclusão do ensino médio, ele tinha capacidade mental pra absorver o conteúdo, exercitou o seu raciocínio, seu entendimento. Foi capaz de ampliar o seu conhecimento até o nível necessário para ingressar na universidade. Se o cara entrou na UNESP foi porque sabia, tinha um mínimo de conhecimento.
Por isso eu não entendo como 50 caras esclarecidos, cultos e bem educados podem levar adiante uma idéia burra como esta de promover um concurso, onde os participantes devem assediar moralmente as colegas obesas, atacá-las fisicamente, pulando em cima delas para usá-las como um animal de montaria de rodeio. E, ao final do massacre moral, ainda eleger e premiar os "Vencedores" - aqueles participantes da prova que conseguiram se manter por mais tempo, atacando as vítimas.
Eu não entendo esse critério de vencer, eu só consigo ver perdas.
Será que essa é a "geração coca-cola"? Serão eles "o futuro da nação"? Não sei....
Não sei quem é essa gente. Só posso dizer que há uma grande diferença entre a minha geração e a deles: os nossos ídolos não são mais os mesmos.

Abaixo colei um trecho do texto "A tragédia do estudante sério no Brasil"
escrito por Olavo de Carvalho.

"A inteligência, ao contrário do dinheiro ou da saúde, tem esta peculiaridade: quanto mais você a perde, menos dá pela falta dela. O homem inteligente, afeito a estudos pesados, logo acha que emburreceu quando, cansado, nervoso ou mal dormido, sente dificuldade em compreender algo. Aquele que nunca entendeu grande coisa se acha perfeitamente normal quando entende menos ainda, pois esqueceu o pouco que entendia e já não tem como comparar. Uma das coisas que me deliciam, que me levam ao êxtase quando contemplo o Brasil de hoje, é o ar de seriedade com que as pessoas discutem e pretendem sanar os males econômicos, políticos e administrativos do Brasil, sem ligar a mínima para a destruição da cultura, como se a inteligência prática subsistisse incólume ao emburrecimento geral, como se inteligência fosse um adorno a ser acrescentado ao sucesso depois de resolvidos todos os problemas ou como se a inépcia absoluta não fosse de maneira alguma um obstáculo à conquista da felicidade geral. A prova mais evidente da insensibilidade torpe é o sujeito já nem sentir saudade da consciência que teve um dia."

Tracey Ullmam- So you think you can die?

http://www.youtube.com/watch?v=w9rEvoBBikY&feature=related
video

Respeito profundamente essa mulher, por sua escolhas corajosas, atriz brilhante, versátil, verossímel e inteligente .

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Você me pergunta o que eu espero de um governante?
E eu, Grace Gianoukas, lhe pergunto:
As opiniões ou sugestões de um cidadão sobre rumos do país são relevantes pra quem?
Nossas opiniões oferecem novos pontos de vista aos políticos, colaboram para que eles evoluam e ampliem sua reflexão sobre seus projetos de governo?
Eu acho que não. Aliás, tenho certeza da inutilidade absoluta que é declarar aqui minhas esperanças.
Os políticos quando se reúnem para analisar e discutir projetos, nem ouvem uns aos outros, não registram palavras nem opiniões diferentes, só as próprias.O Aldo Rebelo e os 13 congressistas que aprovaram o novo código florestal foram vitimas de burrice súbita, de repente palavras como biodiversidade, manancial, vida futura, não significavam nada pra eles, já pra Marina Silva elas significam muito, mas sua opinião não foi considerada pelos burros ocasionais...
Curiosamente, o conhecimento de Marina não se expande para outras áreas da ciência também ligadas a vida, como por exemplo, a sexualidade humana, ou nossa diversidade cultural e comportamental, dessas coisas ela não entende nada. Apesar de ser formada em Historia, Marina acredita que a sociedade é regida por um Deus antigo, que para se comunicar com os fiéis utiliza a figura de um porta-voz, que retransmite pra nós as decisões divinas sobre o que é certo ou errado ...Devia evitar declarar-se publicamente contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo, usando argumentos baseados nessa mitologia...Ela fica parecendo uma louca...
Candidatos da classe média e alta deveriam evitar falar sobre suas lembranças dolorosas como um passado humilde e difícil, pois estas coisas fazem o candidato se emocionar e chorar em público, o que pode ser interpretado como apelação pelo eleitorado...
A vaidade, a falta cultura e de bom senso de certos governantes, faz com que eles se acreditem sábios,
capacitados de uma inteligência bem acima da média de outros cidadãos, por isso eles têm o direito de escolher o que é melhor pro povo e pro futuro do país...

Sabe o que eu espero dos governantes?
Espero que eles deixem de ser ingênuos e parem de se ridicularizar publicamente.
Espero que, apesar deles terem certeza de que somos um bando de otários, eles tenham um insight e consigam se dar conta de que não estão convencendo ninguém. O texto é horrível, está velho, mal escrito e eles, coitados são péssimos atores. A gente ainda da atenção por pena...Sentimos vergonha por eles.
Respeito à nossa inteligência, é só isso que eu espero de um governante, por enquanto...
Não é bom projetar muitas expectativas ao mesmo tempo em cima deles. Vamos devagarzinho, quando eles conseguirem, naturalmente, ter atitudes respeitosas conosco, poderemos propor outro desafio.....

terça-feira, 27 de julho de 2010

NOVIDADES DE AGOSTO NA TERÇA INSANA
Oi queridos estou copiando abaixo a nota oficial :

Terça Insana cria concurso para revelar novos talentos

“Momento precipício” será um concurso mensal realizado dentro do espetáculo
para que o público escolha a melhor cena

A trupe da Terça Insana vai selecionar vídeos enviados por pessoas que tenham interesse em mostrar o seu talento no espetáculo que, desde 2001, já atraiu mais de 2 milhões de espectadores. Quem for selecionado irá apresentar a cena ao público durante o “Momento Precipício”, concurso mensal que acontecerá no show da Terça Insana a partir do dia 10 de agosto.

O público conhecerá dois novos talentos por semana e eliminará um. Os três finalistas irão se apresentar no espetáculo da Terça Insana do dia 31 de agosto, e o vencedor terá sua cena exibida durante 2 anos no site da Terça Insana. Os vídeos deverão ser enviados para o e-mail momentoprecipicio@tercainsana.com.br até o dia 18 de agosto, conforme regulamento disponível no site www.tercainsana.com.br.

Grace Gianoukas, criadora da Terça Insana e responsável pela direção geral do espetáculo, explica que essa é a oportunidade para os novos talentos “se jogarem”, pois será o público presente que irá decidir quem é o melhor. O tema é livre e a pessoa não precisa ser ator/atriz, porém é imprescindível que o texto seja de autoria própria, a cena dure no máximo 2 minutos e a pessoa tenha entre 18 e 25 anos.

Diversos talentos foram revelados após se apresentarem na Terça Insana, tais como Marco Luque, Luiz Miranda, Marcelo Médici, entre outros.

A pré-seleção dos novos talentos
Para a primeira edição, a equipe Terça Insana irá escolher dois vídeos por semana até o dia 18 de agosto para que os selecionados apresentem a cena ao público durante o “Momento Precipício”. Os selecionados pelo público durante as três semanas terão seus vídeos exibidos na semana final da disputa no canal oficial da Terça Insana no youtube (www.youtube.com/user/tercainsanaoficial). O vencedor, também selecionado pelo público, terá sua cena exibida no site oficial da Terça Insana por 2 anos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Proibição do uso da burca na França...Conquista feminina?

O parlamento francês acaba de aprovar uma lei que prevê multas e punição para a mulher que ousar usar uma burca em território francês. Entre os argumentos do governo francês, o mais forte é o de a proibição é uma conquista para as mulheres, poisa burca é um símbolo da opressão do homem.

Sabe o que me vem à mente diante deste assunto de proibição da burca ? A novela “Dallas”: não acaba nunca, não evolui filosoficamente, roteiro maniqueísta, com os pais severos e/ou malvados, mulheres idiotizadas, os galãs bonzinhos e sensatinhos lutando pelo bem-estar, pela liberdade das mocinhas aprisionadas… Se engalfinham os machos de todas as crenças pra provocar gratidão, admiração e tesão nas fêmeas. Claro que todos os envolvidos na trama, como vilões, galãs, autores e os expectadores, partilham uma mesma ideologia… Aquela certeza de que estas mocinhas serão felizes quando os galãs conseguirem libertá-las e comê-las… O anseio da mocinha injustiçada era a liberdade para viver e amar… Ou seja , o falo é tudo… Esta polêmica do veste burca, tira burca é jurássica, tão antiga quanto o algodão e o tear… Quem tem que decidir se vai usar ou não a burca é a própria envolvida no assunto. Qual que é? Essas mulheres muçulmanas por acaso são todas doentes, ou aleijadas? Tem alguma deficiência mental ou apatia emocional que as torna incapazes de dar um chega pra lá nessa gente que quer decidir tudo por elas? Caso estejam incomodadas, essas mulheres, tem que chegar até o próprio limite de suas capacidades de aceitação. Quando elas não aguentarem mais que os outros decidam por elas, certamente terão a iniciativa de mudar as tradições. Só elas podem tomar uma atitude pra dar um basta nessa palhaçada da obrigatoriedade do uso de burca. Vamos deixar de ser paternalistas, se o povo do ocidente quer fazer caridade, existem causas mais nobres e urgentes no terceiro mundo, como por exemplo, matar a fome das pessoas na África, ou melhorar a condição de vida dos Saarauis que vivem num campo de refugiados… Ou salvar o planeta… Se eu tivesse nascido num lugar onde eu fosse obrigada a usar bolsa Lui Vitton, ou a pintar o cabelo de loiro, colocar silicone e botox , fazer dieta, não ter celulite ou rugas, a malhar e assistir Sex and the city, reality shows, Ana Maria Braga, Pânico ou novela de TV, ou a ouvir axé e neo emos... Eu já teria começado uma revolução… Poderiam me apedrejar, me fazer apodrecer numa solitária, ou me condenar à morte na fogueira em praça pública… Eu morreria feliz pois infelicidade, pra mim é deixar de pensar originalmente, é não ter individualidade, nem opinião própria, é não conseguir concluir, nem escolher… Eu não tenho preguiça nem medo de arcar com as consequências das minhas atitudes… Ninguém tem a capacidade de sentir o mundo por mim, por isso ninguém pode decidir por mim... Se eu não tiver o direito de ir, me arrebentar, lenvantar, acertar, e tornar a cair... Prefiro não ficar viva.
beijo Grace

segunda-feira, 5 de julho de 2010

All the Pretty Things in David Bowie - Oh You Pretty Things

Jornalistas sérias e BBB.wmv

Terça Insana - SAMPLER - MULHER PERFEITA

GROUPIE - PAULA COHEN - SAMPLER.

CONCURSO NET / TERÇA INSANA

Mona Dorf entrevistou a Terça Insana pro Blog dela no IG
terça-feira, 18 de maio de 2010 11:33

Toda terça é dia de Terça Insana
A adolescente mimada é uma das personagens que Grace Gianoukas, nos apresenta no vídeo abaixo em performance especial para a coluna! Ela faz parte das criações do espetáculo desse mês da Terça Insana, intitulado Sampler.Criada por Grace Gianoukas, o projeto viaja pelo Brasil em turnês durante os finais de semana, além de se apresentar há 9 anos, todas as terças-feiras em São Paulo, onde os espetáculos se renovam com um tema diferente a cada mês. Em Junho, o tema muda para Politicamente correto . E por aí afora, de acordo com a imaginação fértil e criativa de Grace e seu elenco.A internet e o sucesso nas redes é um assunto que está presente o tempo todo. As turnês em outras regiões reúnem as melhores performances e temas apresentados em São Paulo. É gargalhada garantida.
Insanidade em númerosO repertório muda e uma terça nunca é igual à outra. Poucos ensaios e muito improviso, a Terça é uma verdadeira escola de comediantes.Desde a sua estréia em 2001, desde 2001 já atraiu mais de 2 milhões de espectadores, recebeu mais de 368 artistas convidados, renovou 10 vezes o seu elenco fixo e levou ao palco mais de 500 personagens em 389 diferentes shows.A Terça Insana contabiliza dois DVDs, que juntos já venderam 70 mil cópias, além de sete anos em viagens por todo o Brasil e Portugal.
“O mundo hoje vive de cópias. O sampler é uma forma original de copiar e está institucionalizado”, explica a responsável pela direção geral. Atenta às mudanças na TV, a mente privilegiada de Grace Gianoukas nos brinda com esse vídeo inédito com o esquete da comentarista que chega pra “bombar” o telejornal. Jornal sem audiência ganha ex-BBB na bancadaMusa da geração da Internet, foi contratada porque tem milhões de seguidores no twitter, é preocupada com planeta, e foi capa da Playboy ( que vendeu mais que a da Fernanda Young ). Impagável! Imperdível!
Além de Grace Gianoukas, Agnes Zuliani, Arthur Kohl, Mila Ribeiro e Renato Caldas, este mês a Terça Insana recebe Paula Cohen como atriz convidada. Aos textos do elenco somam-se as idéias dos autores Marcelo Rubens Paiva, Eliseu Cabral e Eliandro Ramos. A fórmula de esquetes de humor deu muito certo, arrebatou um público fiel de seguidores e formou toda uma geração de artistas do stand-up comedy. O CQC Marco Luque, por exemplo, passou pela Terça Insana.
Da cena underground de São Paulo para a consagraçãoA trupe é uma verdadeira escola de criação que usa o humor para reflexão sobre política e comportamento. Os personagens são fruto de criação coletiva do elenco. “Há nove anos as criações da Terça Insana vem servindo de inspiração e de “referência” para espetáculos de teatro, comerciais de TV e vídeos cômicos do youtube. Daí batizar de Sampler a atual temporada.” diz Grace, que ri de si mesma.
Sobre a Terça Insana Pequenas crônicas sobre o cotidiano sempre fizeram parte da proposta irreverente da Terça Insana, que cultiva o gênero crítico, ácido e reflexivo não dando vez a performances estereotipadas ou temas preconceituosos. Por trabalhar com esquetes, cenas e caracterizações de personagens que traduzem a vida contemporânea, parece comédia de revista atualizada. “ O humor que fazemos nos remete muito mais ao antigo teatro de revista brasileiro do que a qualquer estilo importado de comédia. A gente sempre vai desenvolver um olhar mais original para formar a opinião do público sobre temas relevantes”, diz Grace.
Saiba mais: Site oficial do projetohttp://www.tercainsana.com.br/Canal Oficial da Terça Insana no Youtubewww.youtube.com/user/tercainsanaoficial – com diversos vídeos de personagens e shows apresentados em 2009.Bloghttp://tobemridicula.blogspot.com/“Tô bem ridícula, já posso sair?” com textos, dicas e reflexões da atriz/autora Grace Gianoukas
Terça insana- Nona TemporadaAcústica São PauloEndereço: Rua Martiniano de Carvalho, 266– Bela Vista – São PauloDatas: todas as terças-feirasHora: 21h30Classificação: 14 anosInformações: 11. 3926.4596 ou pelo site http://www.acusticasp.com.br/Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Teatro Tags: , , , , , , , , , ,

link http://colunistas.ig.com.br/monadorf/2010/05/18/toda-terca-e-dia-de-terca-insana/

terça-feira, 8 de junho de 2010



Pro Robertinho....

Nossos caminhos se cruzaram pela primeira vez nos anos 80 e no final dos 90 houve um bit cósmico que coreografou nossos passos, alinhando-os numa mesma órbita. De repente, calçamos nossos Sapatinhos Vermelhos e dançamos sem parar, deliciosamente, durante 8 anos. Recebi a dádiva de ser tua partner...e nós sabemos, muito bem, que somos poucos...Temos o nosso lugarzinho de conforto, nosso cantinho secreto, é só nosso, fomos pra lá um dia em busca de refúgio...e é de lá que observamos o mundo .. O nosso ponto de vista é exclusivo e original...surpreende... e logo todo mundo quer dizer que também já esteve nesse lugar...na "praia deserta paradisíaca que faz as pessoas terem insights" .... Tem gente que acha que clonar ideias alheias gera poder....Ah...tá, né?
(tua piscina tá cheia de ratos....há um incendio sob a chuva rala....vamos pedir piedade....o tempo nào para....os morangos mofam...mas lá embaixo uma rede de anjos ampara nossa queda...)
Te amo

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Oi povo insano que visita este blog
Eu tenho andado tão ocupada com compromissos profissionais, que estou até sem tempo de olhar no espelho antes de sair de casa pra ver se meu modelito está bem ridículo, por isso as minhas postagens não seguem uma frequencia previsível, mas em breve terei muitas notícias boas...
Minhas novidades deste mês estão em cartaz em São Paulo no show Terça Insana-Sampler .Quem for nos assistir no Acústica SP, nas terças de junho, poderá conhecer as minhas mais recentes criações como atriz , autora e meu trabalho como diretora artística das cenas criadas pelos atores do atual elenco da Terça Insana .
Vejam um trailer da cena "Ponto de Vista" que integra o show Terça Insana-Sampler no Canal Oficial da Terça Insana no Youtube http://www.youtube.com/watch?v=WroY_zpRjp0

kissess
Grace

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cenas do show Terça Insana Mídia- espetáculo criado para a estréia da Temporada 2010
Nona Temporada Paulista de show inéditos

- Qualidade do conteúdo jornalistico e idoneidade dos jornalistas VERSUS audiência http://www.youtube.com/watch?v=mzpVa7xOTy4

- PRIMEIRA PARTE do clip com trechos de várias cenas do show Terça Insana Mídia -http://www.youtube.com/watch?v=7azGq7gBWLY

-Pra quem quiser assistir mais clips com cenas inéditas e novos personagens originais criados pela Terça Insana a dica é o nosso CANAL OFICIAL TERÇA INSANA no YOUTUBE http://www.youtube.com/user/tercainsanaoficial
Neste canal estão postados VÍDEOS de DIVERSOS SHOWS DA TERÇA INSANA APRESENTADOS SOMENTE EM SÃO PAULO .

- Links, agenda da turnê nacional 2010, história do projeto, personagens
-APRESENTAÇÕES DOS SHOWS EM SÃO PAULO , às terças feiras, acontecem em NOVO ENDEREÇO
Confira tudo no nosso site www.tercainsana.com.br


Beijos
Grace Gianoukas

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Deu branco

Deu branco.
Grace Gianoukas

Era o escritor do momento, a revelação da literatura, seu primeiro livro fora premiado, a crítica o comparou a Guimarães. A mídia o adorava. Os convites vips não paravam de chegar, sua presença era aguardada em eventos. Seu nome fora parar numa revista feminina na lista dos 10 homens mais interessantes e disponíveis: “bonito , bem sucedido e inteligente”, dizia a legenda embaixo de sua foto.
Um dia foi convidado, por uma editora de renome a escrever um conto bem humorado sobre pânico para ser publicado numa coletânea de textos sobre o assunto. A coletânea reuniria os grandes nomes da literatura brasileira. Todos com seus Jabutis.
Adorou o convite, aceitou, claro. Era uma honra. Era louco por desafios, vivia procurando atiçar sua curiosidade, sua criatividade.
Teve uma idéia brilhante: 4 amigas de adolescência que se encontravam depois de 20 anos, todas tinham uma neurose, menos uma que por sentir-se saudável demais, procura um terapeuta e ao se conhecer melhor, começa a ter crises de pânico.

Escreveu, editou e mandou.
O editor retornou alguns dias depois, dizendo que não era bem isto, que faltava humor.
Releu então o texto e concordou com o editor: tem idéias que parecem brilhantes na hora e que depois a criatura se arrepende de ter levado adiante. Normal, tantos gênios da literatura já haviam renegado suas próprias obras.
Sem problemas, adorava desafios teve uma segunda idéia, esta era ótima : uma mulher com compulsão consumista, passa a ter crises de pânico cada vez que vê um outdoor, um vendedor ambulante.... E foge pra uma aldeia de pescadores isolada da civilização, vive feliz por alguns anos até que ouve ao longe o chamado do consumo: “pamonhas, pamonhas”....

Sentou no computador e escreveu um texto fluente, com boas piadas e conteúdo crítico.
Era mesmo uma revelação, até pra si mesmo.
Enviou entusiasmado por e-mail.
A resposta do editor desta vez foi: “está engraçadíssimo, mas isto é TOC (transtorno obsessivo compulsivo), não pânico....”
-Não? Como não é pânico?

Releu. E teve que admitir a contragosto, que o editor mais uma vez estava coberto de razão. Mas o conto era mesmo engraçadíssimo e ele era a revelação.
-Sem problemas, idéias não me faltam. Ele disse. Vou mandar 3 textos geniais pra você desta vez.
-Ok, disse o editor, mas preciso pra amanhã no fim da tarde.

Demorou pra dormir, pois as idéias não paravam de pipocar na sua cabeça. Acordou várias vezes durante a noite pra anotar as idéias que continuavam a borbulhar nos seus sonhos:
Tinha a história do cara que trabalhava na bolsa de valores e que um dia no meio do pregão, quando ia apregoar, travou, ficou com o grito entalado na garganta, paralisado no meio da algazarra foi empurrado pra lá e pra cá até se refugiar num cantinho, sacar o celular e ligar pra mãe vir busca-lo. O mico da mãe entrando na Bolsa, a gozação...
Tinha a história da atriz que desde pequena tinha medo de galinha e que foi contratada pra gravar uma campanha milionária, onde tinha que contracenar com um papagaio vivo pousado no seu ombro.
Tinha a da adolescente que começou a achar que, já que Deus era onipresente, e que ela tinha um anjo da guarda que a acompanhava, eles estavam vendo tudo que ela fazia: seus passeios, suas lições de casa, seus primeiros amassos. A sensação de ser observada o tempo todo foi lhe causando pânico, se viu incapaz até de fazer suas necessidades básicas na frente “deles” e resolveu então parar de comer e beber, foi ficando fraca e zonza, ai mesmo que começou a ver coisas.
A da bancária que tinha tanto medo da violência que passava o tempo todo rezando. Rezava desde que saia de casa, por todo o itinerário do ônibus e atendendo os clientes no caixa do banco, cada vez que dizia “próximo” esperava pelo pior, afinal um deles poderia ser um assaltante disfarçado. Tinha tanto medo que certo dia, cada vez que o cliente parava no seu guichê, ela desmaiava.
A dona de casa que um dia, assistindo TV, foi tomada pelo medo de seu aparelho estar com mau contato, podendo gerar um curto circuito,um incêndio e ela ali. Olhou pro poodle de estimação e achou seu olhar esquisito, agressivo. Sentiu os ácaros do tapete se reunindo para traçar um plano de ataque contra sua família. Só pensava em catástrofes. Imaginou então um carro desgovernado entrando sala adentro dirigido pelo Nelson Rubens que começaria a fazer fofocas sem parar. Idéias não lhe faltavam.

No dia seguinte, acordou, tomou café, leu o jornal e ligou seu computador .
Sentia-se especial naquela manhã, cheio de energia, e com seu aclamado talento de autor mais comentado pela crítica, tinindo pra desenvolver as sinopses que fizera durante a noite.
Clicou o mouse no ícone do Word, surgiu a tela branca, quando ia digitar a primeira palavra sentiu seu coração acelerar. “Muito café”, pensou. Respirou fundo e voltou as mãos para o teclado, elas começaram a suar frio, só conseguiu escrever “Era uma Vez”.
Paralisou...era uma vez, o quê?
A mulher com medo de galinha? O cara da Bolsa? A dona de casa e seus ácaros? Os clientes assaltantes? Suas idéias eram tão geniais, que nem sabia por onde começar. Imóvel em frente à tela branca do computador sua cabeça era um turbilhão de dúvidas:
- E se depois o editor viesse lhe provar por A mais B que eram textos óbvios e medíocres e que estavam fora do tema proposto? Que medo bobo, ele era ótimo, o autor revelação. O editor é que estava pegando no seu pé. Por despeito, afinal ele era uma unanimidade de crítica.
-Sim e a crítica, o que diria? Que ele era autor de um livro só, incapaz de escrever um simples texto, que dirá um novo romance. Seria arrasado publicamente, motivo de chacota nos círculos literários. O correio não traria mais convites vips, as mulheres passariam a ignorá-lo. Os editores estariam sempre em reunião e jamais retornariam seus telefonemas.
Releu as sinopses e achou todas as idéias descartáveis, horríveis, envergonhou-se só de pensar em mostrá-las pra alguém.
Por meia hora tentou, ter novas idéias, e nada. Branco total.
Imóvel na frente da tela. O computador lhe desafiava. Estava impotente e frágil. Nada de novo se revelava. Sua camisa estava encharcada de suor, aquela tela em branco lhe causava náuseas.

Desligou o computador.

Resolveu dar uma caminhada pra refrescar a mente e trabalhar mais tarde. Durante o passeio, avaliou o porque de tantas dúvidas:
“Natural, depois de tanto sucesso, é claro que se fica mais cuidadoso, mais exigente, parece que se tem a obrigação de acertar. É só uma crise de criação, não há ordem sem caos. Quando escrevi meu primeiro livro nem pensei na opinião dos outros, só na minha”.

Saindo do parque, de volta pra casa, parou na esquina, esperando o semáforo abrir para pedestres. Foi quando, do outro lado da calçada, deu de cara com o que parecia ser a congregação dos poodles, eram inúmeros, que se cheiravam e brincavam enquanto seus donos conversavam animadamente. Bastou um dos cães avistá-lo ali parado na esquina, pra dar o alarme, em segundos um batalhão de cachorrinhos latiam histericamente pra ele. O farol abriu, ele permaneceu onde estava mas gelou, quando guiados pelos donos aqueles gremlinzinhos começaram a avançar em sua direção. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come... Suava em bicas. Já podia ler as manchetes do dia seguinte: “Escritor revelação, morre vitima de poodles toy, perda irreparável pra literatura brasileira.”
Morto por poodles toy era humilhante.... Se fosse um dobermam...
Ao cruzar com ele os cachorrinhos, em silêncio, deram uma farejada no ar, e correram animados para o parque. Relaxou um pouco, mas logo teve nojo imaginando a quantidade de ácaros transportada por cada um.
Quando foi descer da calçada, pra finalmente atravessar foi tomado por um pensamento horrível: e se um carro desgovernado o atropelasse? E fosse socorrido pelo Datena, que ao invés de levá-lo logo pro hospital, fica a espera da chegada da equipe de TV.
Recuou, e decidiu fazer outro caminho, mas também parou quando lembrou que passaria por uma agência bancária. E, se justamente agora o banco estivesse sofrendo um assaltado e na fuga o pegassem como refém? Ficou ali na esquina, parado, cada pessoa que cruzava com ele lhe causava calafrio. Já tinham se passado mais de 40 minutos e ele não conseguia sair dali. E se algum de seus leitores o visse ali? E se passasse algum crítico no jogging matinal?
Precisava pedir ajuda...alguém que confiasse, que o protegesse. "Mãe", pensou.

- Vou ligar pra minha mãe e ela virá me tirar daqui.
- Mas como ligar? Tinha deixado o celular em casa e o único orelhão era na frente do banco, que a esta altura, ele tinha certeza, já estava cercado pela polícia que trocava tiros com os assaltantes.
Tentou pedir emprestado o celular de algum transeunte, mas um nó na garganta impedia as palavras de saírem...
Já estava ali, naquela situação, por um longo tempo, não sabia se a sensação esquisita no estômago era fome ou enjôo. Viu as crianças irem pra escola, saírem da escola.
Os guardas do parque, desconfiados o cercariam em poucos segundos e seria espancado pra confessar que era um tarado espreitando as criancinhas. Agora ele pensava no prazo de entrega do texto e na tela branca do computador.
Mas o pior é que estava paralisado bem debaixo da árvore, preferida das pombas. Que pareciam estar praticando tiro ao alvo em cima dele. Tinha perdido a conta de quantos tinham lhe acertado. Estava coberto de cocô de pomba.
-Devia estar fedendo, repulsivo, pensou. Mas nem assim conseguia se mover dali.
Era uma situação tão patética que lembrou do Chapolin Colorado:
- E agora quem poderá me proteger?
O Chaves apareceria vestido de joaninha heróica o resgataria.
Foi quando lembrou de apelar pra Deus, pro anjo da guarda. Apesar de sempre ter colocado Deus ao lado do Chapolin, na prateleira da ficção, rezou com uma fé que nunca antes tivera.
De repente, o semáforo fecha, e um carro para na sua frente começa a buzinar. De dentro carro gritam seu nome. “Estou salvo, obrigado Deus.” Tentou identificar o motorista, mas o insufilme era muito escuro. “É agora ou nunca”, conseguiu dizer em voz alta e correu para o carro.
Ao abrir a porta para entrar, deu de cara com o editor, que disse:
- Quer carona? Puxa, você malhou mesmo, tá encharcado de suor.
O que houve com você, disse tapando o nariz, estava filmando os pássaros?
Cara , te liguei o dia inteiro. Cadê o texto? Amanhã é o dead line.
Não deu pra segurar mais. Vomitou, na porta do carro, foi ficando zonzo e... desmaiou.

No hospital, pra onde foi levado pelo editor, foi avisado que teria que ficar internado alguns dias para fazer uma série de exames.
Ao saber disto o editor esperou o momento certo, e disse:
-Olha, nem sei como te dar esta notícia, mas o livro tem que entrar amanhã na gráfica. Vai ter rodar sem o seu texto. Mas eu tenho certeza de que vamos publicar uma segunda coletânea, ai você tá dentro, com certeza. O que você precisa? Um som, umas revistas, um laptop?
-Não obrigado. O escritor revelação tonteou só em lembrar da tela em branco.
-Te ligo, melhoras....

Sentiu um alívio imediato. Passaram as náuseas, a tontura.

Quando voltou pra casa, demorou alguns dias pra ligar o computador.
Hoje já encara frente a frente à tela e a preenche com novas idéias.
Está escrevendo seu segundo livro, sobre um escritor que recebe a encomenda de um conto sobre pânico...
Pra evitar transtornos, não atende mais os insistentes telefonemas daquele editor. Só de pensar nele tem enjôos.

A abobada no camarim......Ridícula!!!!

No camarim do Cabral sempre tem musica. Em 2008 a Xaron decidiu seduzi-lo, pegou a escova de cabelos e fez um showzinho surpresa, só pra ele... E eu? sou uma abobada....

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quinta-feira, 18 de março de 2010

Entrevista publicada em 09/02/2010 na revista Trópico do UOL

Tive a honra de ser entrevistada por Álvaro Machado, jornalista,autor e editor da Ópera Prima Cultural,para a revista Trópico do UOl.
Como a entrevista é longa, aqui no "Tô bem ridícula" copiei apenas o texto de introdução do Álvaro. Abaixo postei o link pra quem quiser ler a entrevista.

http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/3166,1.shl

1 a.r.t.e.
TEATRO
Humor sem humilhação
Por Alvaro Machado


A atriz Grace Gianoukas
Divulgação
A atriz Grace Gianoukas, de “Terça Insana”, conta como uma bactéria deslanchou sua carreira e protesta contra a prepotência no palco


Palcos paulistas e cariocas anunciavam, em dezembro de 2009, uma catadupa de pelo menos duas dezenas de comédias "stand up", gênero que historicamente pode ser referido à arte solitária dos menestréis medievais e a apresentações em feiras norte-americanas, já no século XVIII. Em última análise, entretanto, esse nome e seu formato atual como espetáculo tornou-se popular há 50 e poucos anos, em bares e teatros dos Estados Unidos.
Nos roteiros teatrais paulistanos, o muito copiado espetáculo “Terça Insana”, da atriz Grace Gianoukas –completando dez anos em cartaz em 2011–, também costuma ser anunciado como "stand up", para descontentamento de sua criadora.
No Rio, um grupo que, a exemplo do “Terça”, excursiona por capitais, escolheu como nome a tradução ao pé da letra do termo "stand up comedy": o “Comédia em Pé” exibe-se com quatro atores que, à maneira do cinema dinamarquês recente, afirmam obedecer os itens de uma lista-dogma para atingir total despojamento.
O conceito "stand up" aponta, na origem, a motivação de alguém que se levanta para declarar, publicamente, algo que considera importante. Confissão, desabafo. Na memória histórica recente, o gênero poderia estar conectado aos terrificantes auto-exames públicos de consciência nos países de doutrina marxista, atrás da Cortina de Ferro, entre as décadas de 1930 e 1960.
Na cultura nova-iorquina recente, sobretudo de raízes judaicas e irlandesas, é como se esses exercícios de mortificação adquirissem contornos de absurdo metafísico. Nessa vertente, as falas que Woody Allen dirige à câmera nos filmes de sua safra vintage são o exemplo de mais fácil lembrança.
No Brasil, “confissões” que se tornam motivo de riso podem ser conferidas, hoje, não apenas em teatros convencionais, mas também em casas de shows e espaços alternativos. Com risos regados a cerveja (nos chamados halls) ou a seco (em teatros e auditórios de modelo italiano). Com atores popularizados pela TV ou saídos do próprio "stand up" para a telinha, e daí retornados, à maneira de filhos pródigos. Com gente de sólida formação em artes cênicas ou bacharelada em programas de “pegadinhas” no rádio. Como nas antigas feiras públicas, por aqui o rótulo abriga, enfim, de tudo um pouco, com infeliz predominância de humor chulo e preconceituoso, enraizado em velhos programas de TV.
Mas por que tanta gente que tenta fazer rir falando de sexo, casamento, trabalho e política à maneira brasileira lança mão, sem dor de consciência, dessa expressão cunhada na fria América do Norte para um tipo muito específico de show? E o que pensa de tudo isso a responsável pelo fenômeno da multiplicação dos solos de humor, Grace Gianoukas?
Independente do número de similares que sobem à ribalta, seu fundamento teatral, revisado periodicamente com temas na ordem do dia e novos colaboradores, lota religiosamente o Avenida Club, na região oeste de São Paulo. Para os que têm preguiça de salões por onde circulam garçons, é possível avaliar a função por meio de dois DVDs, já cooptados pelo circuito nacional de camelódromos.
Comparados ao textos da maioria dos espetáculos ditos “stand up”, os quadros escritos por Grace e Cia. apresentam infinitamente mais ambiguidades de humor, referências cultas e crítica social. Situam-se a meio caminho entre o "one man/woman show" e a carpintaria teatral. Sempre insuflada pela força histriônica de sua líder, a “insanidade teatral” já contou em suas fileiras com nomes como Marcelo Médici,Graziela Moretto e Luis Miranda, hoje com suas próprias casas cheias.
Na entrevista a seguir, a gaúcha Grace revela por que entrou na "lista negra" da TV Globo, conta como uma bactéria deslanchou sua carreira e explica por que detesta comédias que promovem a humilhação alheia. "Tu assiste a muita prepotência no palco. Pessoas que declaram coisas assim: “Gente de Rondônia tinha que ser morta, que gente feia!”. Isso é lá engraçado?!", protesta.
LINK http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/3166,1.shl

quarta-feira, 3 de março de 2010

¨Pen¨
Vídeo sobre prevenção da Aids Bravo!!!!! Quando dou de cara com uma idéia geniai, como a deste vídeo, fico em estado de graça, sou chacoalhada pela surpresa, sou arrancada do óbvio ao meu redor e lançada para o infinito das possibilidades...A alegria arrebatadora, traz de volta a esperança, abre todas as janelas da alma...
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sábado, 16 de janeiro de 2010

É IMPRESCINDÍVEL ASSISTIR AO ESPETÁCULO "RAINHA(S)" !!!!!!




Assisti ontem à estréia do espetáculo "Rainha(s) duas atrizes em busca de um coração"
DIRIGIDO por Cibele Forjaz e
INTERPRETADO por Isabel Teixeira e Georgette Fadel.
Estou muito- muito- muito feliz.
É um espetáculo deslumbrante, delicioso, é uma aula de artes cênicas, uma oferenda aos deuses da arte, uma homenagem ao teatro.
Como mulher me senti honrada.
Como atriz fiquei orgulhosa.
Como espectadora me senti profundamente respeitada .
Que delícia é a originalidade!!!!!!!
Eu vi..e "ver é irreversível".
Estou completamente arrebatada.
Gracias a la vida e às extraordinárias Isabel, Georgette e Cibele.