quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Cláudia Wonder se mudou da Terra, foi morar em outro planeta.
(escrito em 26 de novembro de 2010)
Cláudia Wonder se mudou da Terra, foi morar em outro planeta, onde se reunirá com a velha turma: Jean Genet, Caio Fernando Abreu, Cazuza....
Inteligente e cheia de atitude, Cláudia era atriz, escritora, colunista, cantora-compositora. Viveu lutando contra a caretice, a ignorância e a discriminação. Famosa entre os famosos e respeitada por sua militância pelos Direitos Humanos LGBT, seu trabalho obteve reconhecimento internacional.
Estava feliz e realizada... O espetáculo de sua vida terminou no auge, CLÁUDIA partiu linda e digna, como sempre...
Boa viagem minha querida amiga!!!!
Abaixo copiei a crônica "Meu Amigo Cláudia" escrita por Caio Fernando Abreu.
Meu amigo Cláudia
Maravilha, prodígio, espanto:
No palco e na vida, meu amigo Cláudia é bem assim:
Meu amigo Cláudia é uma das pessoas mais dignas que conheço. E aqui preciso deter-me um pouco para explicar o que significa, para mim, “digno” ou “dignidade”. Nem é tão complicado: dignidade acontece quando se é inteiro. Mas o que quer dizer ser “inteiro”? Talvez, quando se faz exatamente o que se quer fazer, do jeito que se quer fazer, da melhor maneira possível. A opinião alheia, então, torna-se detalhe desimportante. O que pode resultar – e geralmente resulta mesmo – numa enorme solidão. Dignidade é quando a solidão de ter escolhido ser, tão exatamente quanto possível, aquilo que se é dói muito menos do que ter escolhido a falsa não-solidão de ser o que não se é, apenas para não sofrer a rejeição tristíssima dos outros.
Bem, assim é meu amigo Cláudia. Eu não o/a conhecia pessoalmente. Ou melhor: conhecia do palco, onde Cláudia enlouquece cantando, falando e mostrando-se de uma maneira tão atrevidamente escancarada que fica linda, lindo. Só conversamos face a face, pela primeira vez, há três semanas. Parece não ter nada que ver, mas tem tudo: eu adoro Marina Lima. Há três anos, no Rio, conheci Sergio Luz, que atualmente dirige Marina. Éramos amigos de (Ah! Os bordados da vida...) Ana Cristina César, e foi através dela que cruzamos caminhos. Mas isso é outra história. Ou nem tanto. Há três semanas, Sergio me convidou para jantar com ele, Marina, Antonio Cicero e outras pessoas. Lógico que fui. E lá estava também Cláudia, no meio de uma mesa enorme. Não havia lugar para todo mundo. Sentamos numa mesa próxima. Pouco depois, Cláudia veio sentar-se conosco, porque havia um senhor na outra mesa – um senhor poderoso – que não parava de agredir Cláudia. Começamos a conversar. Acabamos no Madame Satã, onde raramente ou nunca, felizmente, existem senhores como aquele, agredindo pessoas como Cláudia. Por não existirem interferências assim no mundo particular do Satã, foi que Cláudia e eu, naquela noite, nos tornamos amigos.
Para aquele senhor, e para a maioria de todos os outros senhores do mundo, a presença de Cláudia deve representar a suprema transgressão, a mais perigosa das ameaças. Tanto que andam matando pessoas como Cláudia, na noite negra e luminosa de Sampa. É que meu amigo Cláudia incorporou, no cotidiano, a mais desafiadora das ambigüidades: ela (ou ele?) movimenta-se o tempo todo naquela fronteira sutilíssima entre o “macho” e a “fêmea”. Isso em uma sociedade em que principalmente o genital é que determina o papel que você vai assumir. Porque se você é homem, você tem de fazer isso e isso e isso – não aquilo. E se você é mulher, deve fazer aquilo e aquilo e aquilo – não isso.
Movendo-se entre isso e aquilo, meu amigo Cláudia conquista o direito interno/subjetivo de fazer isso e também aquilo. Mas perde o direito externo/objetivo de fazer nem isso nem aquilo. Tomamos vodca juntos na madrugada falando de solidão, essa grande amiga em comum de todos nós. Trocamos telefones, nos encontramos outra vez. Gosto tanto de seus olhos muito abertos, atentos a tudo, contemplando diretamente o mais de dentro de cada um.
Agora virei seu fã. Hoje, às 23h, Cláudia apresenta-se no Teatro do Bexiga. Se você quiser, também pode conhecer meu amigo Cláudia. A propósito, ela (ou ele – que importa, afinal, um ‘e’ ou ‘o’ ou ‘a’ no artigo ou pronome que precede o nome de uma pessoa?) autobatizou-se com o sobrenome Wonder, que em inglês quer dizer “milagre”, ou “prodígio”, ou ainda “maravilha”, “surpresa”, “espanto”. Todas essas sensações são justamente as que meu amigo Cláudia Wonder passa, no palco e na vida. E por tudo isso, me sinto muito orgulhoso de ser seu amigo.
Caio Fernando Abreu Caderno 2 - Estadão
Cláudia Wonder se mudou da Terra, foi morar em outro planeta, onde se reunirá com a velha turma: Jean Genet, Caio Fernando Abreu, Cazuza....
Inteligente e cheia de atitude, Cláudia era atriz, escritora, colunista, cantora-compositora. Viveu lutando contra a caretice, a ignorância e a discriminação. Famosa entre os famosos e respeitada por sua militância pelos Direitos Humanos LGBT, seu trabalho obteve reconhecimento internacional.
Estava feliz e realizada... O espetáculo de sua vida terminou no auge, CLÁUDIA partiu linda e digna, como sempre...
Boa viagem minha querida amiga!!!!
Abaixo copiei a crônica "Meu Amigo Cláudia" escrita por Caio Fernando Abreu.
Meu amigo Cláudia
Maravilha, prodígio, espanto:
No palco e na vida, meu amigo Cláudia é bem assim:
Meu amigo Cláudia é uma das pessoas mais dignas que conheço. E aqui preciso deter-me um pouco para explicar o que significa, para mim, “digno” ou “dignidade”. Nem é tão complicado: dignidade acontece quando se é inteiro. Mas o que quer dizer ser “inteiro”? Talvez, quando se faz exatamente o que se quer fazer, do jeito que se quer fazer, da melhor maneira possível. A opinião alheia, então, torna-se detalhe desimportante. O que pode resultar – e geralmente resulta mesmo – numa enorme solidão. Dignidade é quando a solidão de ter escolhido ser, tão exatamente quanto possível, aquilo que se é dói muito menos do que ter escolhido a falsa não-solidão de ser o que não se é, apenas para não sofrer a rejeição tristíssima dos outros.
Bem, assim é meu amigo Cláudia. Eu não o/a conhecia pessoalmente. Ou melhor: conhecia do palco, onde Cláudia enlouquece cantando, falando e mostrando-se de uma maneira tão atrevidamente escancarada que fica linda, lindo. Só conversamos face a face, pela primeira vez, há três semanas. Parece não ter nada que ver, mas tem tudo: eu adoro Marina Lima. Há três anos, no Rio, conheci Sergio Luz, que atualmente dirige Marina. Éramos amigos de (Ah! Os bordados da vida...) Ana Cristina César, e foi através dela que cruzamos caminhos. Mas isso é outra história. Ou nem tanto. Há três semanas, Sergio me convidou para jantar com ele, Marina, Antonio Cicero e outras pessoas. Lógico que fui. E lá estava também Cláudia, no meio de uma mesa enorme. Não havia lugar para todo mundo. Sentamos numa mesa próxima. Pouco depois, Cláudia veio sentar-se conosco, porque havia um senhor na outra mesa – um senhor poderoso – que não parava de agredir Cláudia. Começamos a conversar. Acabamos no Madame Satã, onde raramente ou nunca, felizmente, existem senhores como aquele, agredindo pessoas como Cláudia. Por não existirem interferências assim no mundo particular do Satã, foi que Cláudia e eu, naquela noite, nos tornamos amigos.
Para aquele senhor, e para a maioria de todos os outros senhores do mundo, a presença de Cláudia deve representar a suprema transgressão, a mais perigosa das ameaças. Tanto que andam matando pessoas como Cláudia, na noite negra e luminosa de Sampa. É que meu amigo Cláudia incorporou, no cotidiano, a mais desafiadora das ambigüidades: ela (ou ele?) movimenta-se o tempo todo naquela fronteira sutilíssima entre o “macho” e a “fêmea”. Isso em uma sociedade em que principalmente o genital é que determina o papel que você vai assumir. Porque se você é homem, você tem de fazer isso e isso e isso – não aquilo. E se você é mulher, deve fazer aquilo e aquilo e aquilo – não isso.
Movendo-se entre isso e aquilo, meu amigo Cláudia conquista o direito interno/subjetivo de fazer isso e também aquilo. Mas perde o direito externo/objetivo de fazer nem isso nem aquilo. Tomamos vodca juntos na madrugada falando de solidão, essa grande amiga em comum de todos nós. Trocamos telefones, nos encontramos outra vez. Gosto tanto de seus olhos muito abertos, atentos a tudo, contemplando diretamente o mais de dentro de cada um.
Agora virei seu fã. Hoje, às 23h, Cláudia apresenta-se no Teatro do Bexiga. Se você quiser, também pode conhecer meu amigo Cláudia. A propósito, ela (ou ele – que importa, afinal, um ‘e’ ou ‘o’ ou ‘a’ no artigo ou pronome que precede o nome de uma pessoa?) autobatizou-se com o sobrenome Wonder, que em inglês quer dizer “milagre”, ou “prodígio”, ou ainda “maravilha”, “surpresa”, “espanto”. Todas essas sensações são justamente as que meu amigo Cláudia Wonder passa, no palco e na vida. E por tudo isso, me sinto muito orgulhoso de ser seu amigo.
Caio Fernando Abreu Caderno 2 - Estadão
sábado, 20 de novembro de 2010
Chico Buarque - Todo o Sentimento - Paris
Chico, nesta composição ilumina os caminhos e, generosamente, nos oferece um mapa do tesouro,.
É um mapa pessoal, é só uma sugestão de roteiro pra quem viaja esperando "ter a sorte de um amor tranquilo "
É um mapa pessoal, é só uma sugestão de roteiro pra quem viaja esperando "ter a sorte de um amor tranquilo "
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Nada do que foi será
Mensagem de encerramento de ano aos executivos da IBM no mundo todo, veiculada a partir de 01/12/09.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A tragédia do estudante sério no Brasil
Não estou entendendo o enunciado.
Tô boiando. Tô bem perdida nesta matéria, sem indicação de bibliografia referenciada para pesquisa. Estou ficando bem burra.
Não entendo como é que certas ideias terríveis surgem na cabeça das pessoas. Por que essas pessoas deixam que tais ideias se instalem no seu pensamento? Aos poucos elas vão se acostumando com o horror de dentro delas, com o prazer sádico, assumem a mediocridade como ambiente de conforto social, passam a ter certeza de que quanto mais maldosas, invasivas e humilhantes forem as suas ideias mais engraçadas elas serão. Percebem que colocar as ideias em prática será uma puta diversão.
Aqui instala-se a barbárie como estilo, quanto maior for o grau de crueldade, de desrespeito das práticas de um grupo, maior é o valor, mais "bárbara" será a pessoa.
Quais são os conceitos de mundo instalados na cabeça de certos indivíduos? Qual a base, o ponto de partida, pra formação do seu caráter, dos seus critérios de certo e de errado, do seu senso de humor, dos seus gostos pessoais? O indivíduo em questão é um adulto, um estudante de curso superior na UNESP. Esse cara teve o privilégio de estudar desde a infância até a conclusão do ensino médio, ele tinha capacidade mental pra absorver o conteúdo, exercitou o seu raciocínio, seu entendimento. Foi capaz de ampliar o seu conhecimento até o nível necessário para ingressar na universidade. Se o cara entrou na UNESP foi porque sabia, tinha um mínimo de conhecimento.
Por isso eu não entendo como 50 caras esclarecidos, cultos e bem educados podem levar adiante uma idéia burra como esta de promover um concurso, onde os participantes devem assediar moralmente as colegas obesas, atacá-las fisicamente, pulando em cima delas para usá-las como um animal de montaria de rodeio. E, ao final do massacre moral, ainda eleger e premiar os "Vencedores" - aqueles participantes da prova que conseguiram se manter por mais tempo, atacando as vítimas.
Eu não entendo esse critério de vencer, eu só consigo ver perdas.
Será que essa é a "geração coca-cola"? Serão eles "o futuro da nação"? Não sei....
Não sei quem é essa gente. Só posso dizer que há uma grande diferença entre a minha geração e a deles: os nossos ídolos não são mais os mesmos.
Abaixo colei um trecho do texto "A tragédia do estudante sério no Brasil"
escrito por Olavo de Carvalho.
"A inteligência, ao contrário do dinheiro ou da saúde, tem esta peculiaridade: quanto mais você a perde, menos dá pela falta dela. O homem inteligente, afeito a estudos pesados, logo acha que emburreceu quando, cansado, nervoso ou mal dormido, sente dificuldade em compreender algo. Aquele que nunca entendeu grande coisa se acha perfeitamente normal quando entende menos ainda, pois esqueceu o pouco que entendia e já não tem como comparar. Uma das coisas que me deliciam, que me levam ao êxtase quando contemplo o Brasil de hoje, é o ar de seriedade com que as pessoas discutem e pretendem sanar os males econômicos, políticos e administrativos do Brasil, sem ligar a mínima para a destruição da cultura, como se a inteligência prática subsistisse incólume ao emburrecimento geral, como se inteligência fosse um adorno a ser acrescentado ao sucesso depois de resolvidos todos os problemas ou como se a inépcia absoluta não fosse de maneira alguma um obstáculo à conquista da felicidade geral. A prova mais evidente da insensibilidade torpe é o sujeito já nem sentir saudade da consciência que teve um dia."
Tô boiando. Tô bem perdida nesta matéria, sem indicação de bibliografia referenciada para pesquisa. Estou ficando bem burra.
Não entendo como é que certas ideias terríveis surgem na cabeça das pessoas. Por que essas pessoas deixam que tais ideias se instalem no seu pensamento? Aos poucos elas vão se acostumando com o horror de dentro delas, com o prazer sádico, assumem a mediocridade como ambiente de conforto social, passam a ter certeza de que quanto mais maldosas, invasivas e humilhantes forem as suas ideias mais engraçadas elas serão. Percebem que colocar as ideias em prática será uma puta diversão.
Aqui instala-se a barbárie como estilo, quanto maior for o grau de crueldade, de desrespeito das práticas de um grupo, maior é o valor, mais "bárbara" será a pessoa.
Quais são os conceitos de mundo instalados na cabeça de certos indivíduos? Qual a base, o ponto de partida, pra formação do seu caráter, dos seus critérios de certo e de errado, do seu senso de humor, dos seus gostos pessoais? O indivíduo em questão é um adulto, um estudante de curso superior na UNESP. Esse cara teve o privilégio de estudar desde a infância até a conclusão do ensino médio, ele tinha capacidade mental pra absorver o conteúdo, exercitou o seu raciocínio, seu entendimento. Foi capaz de ampliar o seu conhecimento até o nível necessário para ingressar na universidade. Se o cara entrou na UNESP foi porque sabia, tinha um mínimo de conhecimento.
Por isso eu não entendo como 50 caras esclarecidos, cultos e bem educados podem levar adiante uma idéia burra como esta de promover um concurso, onde os participantes devem assediar moralmente as colegas obesas, atacá-las fisicamente, pulando em cima delas para usá-las como um animal de montaria de rodeio. E, ao final do massacre moral, ainda eleger e premiar os "Vencedores" - aqueles participantes da prova que conseguiram se manter por mais tempo, atacando as vítimas.
Eu não entendo esse critério de vencer, eu só consigo ver perdas.
Será que essa é a "geração coca-cola"? Serão eles "o futuro da nação"? Não sei....
Não sei quem é essa gente. Só posso dizer que há uma grande diferença entre a minha geração e a deles: os nossos ídolos não são mais os mesmos.
Abaixo colei um trecho do texto "A tragédia do estudante sério no Brasil"
escrito por Olavo de Carvalho.
"A inteligência, ao contrário do dinheiro ou da saúde, tem esta peculiaridade: quanto mais você a perde, menos dá pela falta dela. O homem inteligente, afeito a estudos pesados, logo acha que emburreceu quando, cansado, nervoso ou mal dormido, sente dificuldade em compreender algo. Aquele que nunca entendeu grande coisa se acha perfeitamente normal quando entende menos ainda, pois esqueceu o pouco que entendia e já não tem como comparar. Uma das coisas que me deliciam, que me levam ao êxtase quando contemplo o Brasil de hoje, é o ar de seriedade com que as pessoas discutem e pretendem sanar os males econômicos, políticos e administrativos do Brasil, sem ligar a mínima para a destruição da cultura, como se a inteligência prática subsistisse incólume ao emburrecimento geral, como se inteligência fosse um adorno a ser acrescentado ao sucesso depois de resolvidos todos os problemas ou como se a inépcia absoluta não fosse de maneira alguma um obstáculo à conquista da felicidade geral. A prova mais evidente da insensibilidade torpe é o sujeito já nem sentir saudade da consciência que teve um dia."
Tracey Ullmam- So you think you can die?
http://www.youtube.com/watch?v=w9rEvoBBikY&feature=related
Respeito profundamente essa mulher, por sua escolhas corajosas, atriz brilhante, versátil, verossímel e inteligente .
Respeito profundamente essa mulher, por sua escolhas corajosas, atriz brilhante, versátil, verossímel e inteligente .
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Você me pergunta o que eu espero de um governante?
E eu, Grace Gianoukas, lhe pergunto:
As opiniões ou sugestões de um cidadão sobre rumos do país são relevantes pra quem?
Nossas opiniões oferecem novos pontos de vista aos políticos, colaboram para que eles evoluam e ampliem sua reflexão sobre seus projetos de governo?
Eu acho que não. Aliás, tenho certeza da inutilidade absoluta que é declarar aqui minhas esperanças.
Os políticos quando se reúnem para analisar e discutir projetos, nem ouvem uns aos outros, não registram palavras nem opiniões diferentes, só as próprias.O Aldo Rebelo e os 13 congressistas que aprovaram o novo código florestal foram vitimas de burrice súbita, de repente palavras como biodiversidade, manancial, vida futura, não significavam nada pra eles, já pra Marina Silva elas significam muito, mas sua opinião não foi considerada pelos burros ocasionais...
Curiosamente, o conhecimento de Marina não se expande para outras áreas da ciência também ligadas a vida, como por exemplo, a sexualidade humana, ou nossa diversidade cultural e comportamental, dessas coisas ela não entende nada. Apesar de ser formada em Historia, Marina acredita que a sociedade é regida por um Deus antigo, que para se comunicar com os fiéis utiliza a figura de um porta-voz, que retransmite pra nós as decisões divinas sobre o que é certo ou errado ...Devia evitar declarar-se publicamente contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo, usando argumentos baseados nessa mitologia...Ela fica parecendo uma louca...
Candidatos da classe média e alta deveriam evitar falar sobre suas lembranças dolorosas como um passado humilde e difícil, pois estas coisas fazem o candidato se emocionar e chorar em público, o que pode ser interpretado como apelação pelo eleitorado...
A vaidade, a falta cultura e de bom senso de certos governantes, faz com que eles se acreditem sábios,
capacitados de uma inteligência bem acima da média de outros cidadãos, por isso eles têm o direito de escolher o que é melhor pro povo e pro futuro do país...
Sabe o que eu espero dos governantes?
Espero que eles deixem de ser ingênuos e parem de se ridicularizar publicamente.
Espero que, apesar deles terem certeza de que somos um bando de otários, eles tenham um insight e consigam se dar conta de que não estão convencendo ninguém. O texto é horrível, está velho, mal escrito e eles, coitados são péssimos atores. A gente ainda da atenção por pena...Sentimos vergonha por eles.
Respeito à nossa inteligência, é só isso que eu espero de um governante, por enquanto...
Não é bom projetar muitas expectativas ao mesmo tempo em cima deles. Vamos devagarzinho, quando eles conseguirem, naturalmente, ter atitudes respeitosas conosco, poderemos propor outro desafio.....
E eu, Grace Gianoukas, lhe pergunto:
As opiniões ou sugestões de um cidadão sobre rumos do país são relevantes pra quem?
Nossas opiniões oferecem novos pontos de vista aos políticos, colaboram para que eles evoluam e ampliem sua reflexão sobre seus projetos de governo?
Eu acho que não. Aliás, tenho certeza da inutilidade absoluta que é declarar aqui minhas esperanças.
Os políticos quando se reúnem para analisar e discutir projetos, nem ouvem uns aos outros, não registram palavras nem opiniões diferentes, só as próprias.O Aldo Rebelo e os 13 congressistas que aprovaram o novo código florestal foram vitimas de burrice súbita, de repente palavras como biodiversidade, manancial, vida futura, não significavam nada pra eles, já pra Marina Silva elas significam muito, mas sua opinião não foi considerada pelos burros ocasionais...
Curiosamente, o conhecimento de Marina não se expande para outras áreas da ciência também ligadas a vida, como por exemplo, a sexualidade humana, ou nossa diversidade cultural e comportamental, dessas coisas ela não entende nada. Apesar de ser formada em Historia, Marina acredita que a sociedade é regida por um Deus antigo, que para se comunicar com os fiéis utiliza a figura de um porta-voz, que retransmite pra nós as decisões divinas sobre o que é certo ou errado ...Devia evitar declarar-se publicamente contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo, usando argumentos baseados nessa mitologia...Ela fica parecendo uma louca...
Candidatos da classe média e alta deveriam evitar falar sobre suas lembranças dolorosas como um passado humilde e difícil, pois estas coisas fazem o candidato se emocionar e chorar em público, o que pode ser interpretado como apelação pelo eleitorado...
A vaidade, a falta cultura e de bom senso de certos governantes, faz com que eles se acreditem sábios,
capacitados de uma inteligência bem acima da média de outros cidadãos, por isso eles têm o direito de escolher o que é melhor pro povo e pro futuro do país...
Sabe o que eu espero dos governantes?
Espero que eles deixem de ser ingênuos e parem de se ridicularizar publicamente.
Espero que, apesar deles terem certeza de que somos um bando de otários, eles tenham um insight e consigam se dar conta de que não estão convencendo ninguém. O texto é horrível, está velho, mal escrito e eles, coitados são péssimos atores. A gente ainda da atenção por pena...Sentimos vergonha por eles.
Respeito à nossa inteligência, é só isso que eu espero de um governante, por enquanto...
Não é bom projetar muitas expectativas ao mesmo tempo em cima deles. Vamos devagarzinho, quando eles conseguirem, naturalmente, ter atitudes respeitosas conosco, poderemos propor outro desafio.....
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